segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Missa em Simonstown

Depois de dormir umas horas(poucas mesmo,teríamos tempo para dormir quando rumássemos a Lourenço Marques) fardadinhos como mandava o regulamento,lá vão os marujos para a igreja, nossos amigos, que ficavam a bordo, mandavam-nos umas bocas.
Na igreja uma recepção de boas vindas, levaram-nos de seguida para o local destinado á nossa presença física.
Meu Deus(estávamos na casa dele) tanta mulher boa(ou não fossem boas as mulheres que frequentavam a igreja).
Mal abríamos os olhos,devido á ressaca, mesmo assim, quase que as despíamos com os olhos, mas não nos saiu a loteria,saiu-nos a aproximação,as avozinhas cercaram-nos ,pondo as netas a bom recato.
Era o que faltava calhar-nos pela proa.
Deram-nos então um livro,até o abriram na página que deveríamos ler,quem não falava inglês,mas que lesse o livro, seria mesmo um milagre.
As avozinhas rezavam baixinho(talvez pedindo perdão a Deus por serem racistas,ou então a pedirem a sua juventude de volta,pois estavam a rodear os marujos)Para piorar as coisas o padre deu missa através de auto falantes,a voz do homem entrava na nossa cabeça parecendo um trovão,e a missa que nunca mais acabava,lá nos íamos encostando uns aos outros para manter o equilíbrio e a dignidade do momento.
No final da missa que demorou bastante tempo, as avozinhas vieram agradecer a nossa presença,mas mantiveram longe as mulheres boas acabadas de sair da missa,falavam,e não desgrudavam,por fim desgrudaram,e como não nos podíamos aproximar da caça grossa,fomos para bordo,descansar um pouquito,já tínhamos o dever imposto, cumprido.
Era urgente descansar,porque o dia ainda era longo,acrescentando a respectiva noite,e tínhamos muito para fazer na África do Sul.

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