terça-feira, 10 de junho de 2008

Desembarque de Militares no Norte de Moçambique

Estávamos nós numa boa (termo que se usa na actualidade )quando o Comando de Operações Militares do norte de Moçambique,resolveu pôr fim,aos nossos dias passados nas praias paradisíacas de Porto Amélia.
Analisando a questão hoje, até estávamos a poupar dinheiro aos contribuintes,não havia o desgaste das máquinas do navio,e poupávamos muito combustivél.
O Comando das Operações Militares,resolveu que estando a guerra a poucos kilometros de nós,também teríamos que participar na mesma,e até nem estávamos em veraneio.
Um dia ao entardecer ,apresenta-se a bordo o 5.º Destacamento de Fuzileiros Especiais,que de armas e bagagem iriam para a zona de Mocimboa da Praia,encontrei o Faria (filho da minha escola e companheiro de curso de Artilharia Naval ) o Garcia (que tinha estado comigo no Centro de Comunicações da Armada ) o Palma (que tínhamos estados embarcados no NRP LAJES ) o José Carlos,e outros que não menciono por esquecimento dos nomes.
Após todo o equipamento a bordo,largamos,e na manhã seguinte estávamos a desembarcá-los no batelão em Mocimboa da Praia.
A parir daquela data já sabíamos que aproximadamente 15 dias depois recolheríamos o 5.º Destacamento,e voltaríamos com o 6.º Destacamento,era um regime de rotatividade.
Os outros ramos das forças armadas não tinham data eram constantes.
Fundeados em Mocimboa da Praia, pelos binóculos vasculhamos as lindas praias,que nos davam uma vontade imensa de lá nos esticarmos ao sol.
Qual quê,ali era impossivél os turras ( Frelimo )andavam pelas proximidades,até para controlar os movimentos dos militares que chegavam em navios.
Mas mais tarde fomos contemplados pelo comando,não íamos áquelas praias de dia,mas iríamos a rios mais a norte e a sul durante a noite.
Após largarmos os Fuzileiros em locais pré determinados,descíamos os rios só com dois elementos no bote,um ao motor,e o outro deitado sobre a proa do bote de arma preparadissima para responder em caso de ser-mos atacados,e de olhos bem abertos,mesmo com a pouca visibilidade não nos podíamos perder dos botes,e atenção redobradissima ás margens do rio,pela nossa segurança,e da guarnição dos botes que nos seguiam,chegar a bordo para nós era um alivio.

Sem comentários: