segunda-feira, 9 de junho de 2008

Porto Amélia

Porto Amélia,uma cidade minúscula,onde a sua população se preocupava mais com o seu trabalho,sendo quase só visíveis ao final da tarde em rodas de amigos.
Uma população calma,sem exuberâncias,sem hostilizarem os militares,o que nos levava a respeitá-los,cidade onde éramos tratados em qualquer estabelecimento comercial,com a mesma deferência,que utilizavam para os seus habitantes ( o contrário da cidade da Beira )
Após os serviços de bordo,o nosso tempo livre resumia-se em ir para a praia até ao final da tarde,e pelo anoitecer uma volta pela cidade,sentar numa explanada e conversar,ou fazer uma visita rápida ao pakitekete ( segundo o que se dizia era o maior aldeamento ou tabanca de Moçambique ) a maioria dos seus habitantes era de etnia Makonde (a etnia que mais elementos fornecia á Frelimo )
Portanto como medida de precaução ninguém se aventurava a entrar no aldeamento sozinho.
No final das nossas refeições a bordo,começou a aparecer no cais diversas crianças e adultos munidos de latas,pediam os restos da comida,como sobrava sempre muita sopa,nós enfileirávamos as latas e devidiamos a sopa pelas mesmas,era só pegar na lata e o seu dono respondia logo,para nós as latas eram quase iguais.
Despediam-se de nós agradecendo e dizendo volta logo,queria dizer que no final da próxima refeição lá estariam.
Agregado á sua visita com a respectiva lata para a comida,aproveitavam e ainda nos vendiam grandes quantidades de mangos/mangas,por quantias quase simbólicas.
Foi nessas visitas do dá e vende,que conheci um petiz com a idade de entre 6 a 8 anos (ele não sabia a sua idade ) de nome Djumba,que mais tarde se tornaria um amigo inseparável dos elementos do nosso grupo.

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