domingo, 8 de junho de 2008

Rumar ao norte

Chegou a hora de render a fragata a norte de Moçambique.
O navio foi carregado com muitas sacas de batatas e caixas contendo produtos de alimentação,que se destinavam aos militares e civis de Porto Amélia,mas antes do nosso porto de destino,teríamos de passar por Nacala,embarcar para-quedistas,e desembarca-los em Mocimboa da Praia,só depois rumaríamos a Porto Amélia.
Em Nacala,só acostamos ao porto o tempo suficiente para embarcar os para-quedistas,que além de trazerem o seu material e armamento habitual,se apresentaram a bordo com algumas cabras e cabritos,que seriam para sua futura alimentação ,e que muito trabalho nos deram.
Chegados á baía de Mocimboa da praia,e a mesma não tendo porto para acostarmos,pensamos que os para-quedistas seriam desembarcados em lanchas de desembarque,foram desembarcado num batelão que acostou ao navio,a era da modernidade ainda não tinha chegado ao norte de Moçambique.
Pela primeira vez estávamos em zona considerada de guerra,a poucos kilometros da costa e de Mocimboa da praia ,combatia-se a guerrilha.
Finalmente rumamos a Porto Amélia,quem pensou encontrar uma cidade nos moldes de Lourenço Marques ou Beira,ficou muito desiludido.
Porto Amélia era uma pequena cidade,situada na baía de Pemba,com um reduzido porto,e sem o divertimento nocturno a que nos tínhamos acostumado,e que teria de ficar adiado para outras paragens.

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