domingo, 12 de outubro de 2008

Agressão voluntária

Num dos exercícios de fogo real, a tampa da culatra da peça dupla anti-aérea,saltou ferindo na cara superficialmente o municiador,grumete artilheiro Bento.
Nada de grave,que um pouco de mercúrio não tenha curado.
Depois de atracados, o cabo e o sargento responsáveis pela peça de artilharia,foram fazer a reparação da mesma, pretendendo saber o porquê da avaria ocorrida.
Como a peça estava em reparação o sargento Augusto,artificie de electricidade,quis fazer uma vistoria aos circuitos eléctricos,para isso pediu ao mestre que mandasse limpar a zona da base da peça.
São então enviados para esse serviço o Bento e o Garcia,retiram a porta de acesso,e limpam a zona,entretanto o Garcia ausentou-se continuando o Bento o serviço.
O Garcia volta ao local de trabalho, vê um corpo quase dentro do reparo da peça, pensa que seja o Bento,e não têm meias medidas,levanta o pé e prega um chuto no cu que ele julgava ser do Bento.
O corpo começa a sair do buraco e a primeira coisa que lhe chama a atenção são divisas de sargento.
Estava perdido tinha agredido o sargento Augusto,o que lhe iria acontecer,estático,gaguejando lá foi pedindo desculpas.
O sargento Augusto mandou-o embora,o Garcia estava lívido de medo,esperava ser chamado ao oficial imediato pra receber mais um castigo.
Na hora de almoço na messe dos sargentos o caso foi comentado,entre risos dos outros sargentos, o sargento Augusto foi instado a comentar o ocorrido.
O sargento Augusto contou,comentou também a reacção do Garcia, e dizia quem mais ficou magoado neste acontecimento foi o grumete,portanto estava perdoado.

Sem comentários: