sábado, 18 de outubro de 2008

Engenheiro ou Comandante

Largos anos depois do término da comissão, tive que entrar em contacto com o CMG - Possidónio Roberto, depois de falarmos pelo telefone, o CMG - Possidónio Roberto convidou-me para almoçarmos juntos, como local de encontro o seu local de trabalho que se situava na Quinta do Lambert no Campo Grande.
No dia e hora marcada, eu estava lá, entrei no edifício, vislumbrei inúmeros funcionários, e ao fundo do átrio e junto aos telefones uma funcionária que me pareceu ser a recepcionista.
Como na Marinha, as patentes de, e superiores a Capitão Tenente, eram tratados como Comandantes, com a excepção dos EMQ, que tratávamos como Sr Engenheiro, e os Médicos Navais, que tratávamos por Sr. Doutor.
Também como as patentes acompanham os Oficiais da Marinha até á sua morte, resolvi pedir á recepcionista que comunicasse com o Comandante Possidónio Roberto, dizendo que já lá estava.
A Senhora, olhou-me de uma forma nada amigável, apanhei-a em dia não, disse-me que não existia ninguém nos serviços com esse nome, existia sim o Engenheiro Possidónio Roberto.
Vi logo que ela me queria dizer, ali não existia Marinha, tudo era civil.
Teimoso não desarmei e insisti com a Senhora, ressalvando sempre a palavra Comandante.
A Senhora entrou em parafuso, e eu gozava com a situação.
Resolveu, para se ver livre de mim, fazer o tal telefonema,depois mandou-me aguardar.
Logo que o CMG - Possidónio Roberto chegou, e após nos cumprimentar-mos, a uma das perguntas respondi, Sr. Engenheiro estou bem, mas mais velho.
A Senhora recepcionista, ouviu, deu uma palmada no balcão, e saiu falando baixinho, talvez a desejar-me boa viagem no regresso e que não voltasse mais.
Não satisfiz talvez o desejo da Senhora, porque ainda lá voltei outras vezes, sempre a convite do CMG - possidónio Roberto, mas logo que me via, nem me dava tempo para falar, fazia logo o telefonema.
Pela forma como a Senhora recepcionista me recebia, deduzi logo que tinha ali uma amiga para o resto da vida

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