sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Marinha de Guerra Portuguesa - No Século Passado ( 8 )


3 comentários:

Luis Filipe Morazzo disse...

Caros Srs.

Perdoem a minha observação, mas o navio "Augusto Castilho" ao contrário de outros, foi adaptado a patrulha, e não a caça-minas como erradamente foi mencionado nestas fotografias, para tal, colocaram-lhe simplesmente uma peça de 65mm à proa e outra de 47mm à popa e nada mais.

Saudações marinheiras

Luis Filipe Morazzo

António Moleiro disse...

Prezado amigo Luis Filipe Morazzo,posso estar de acordo com o seu comentário,conheci um Caça Minas, se não erro o Santa Maria, na Base Naval de Lisboa,e conhecia a sua funcionalidade,dado que eu fazia parte do Agrupamento 3 de Draga Minas.Sempre ouvi falar no Caça Minas Augusto Castilho,até porque o Guarda Marinha Ferrás,fora ou era o Almirante Comandante da Base Naval de Lisboa. Sei pelo que já li que o arrastão "Elite" só tinha funcionalidade de patrulha.
Mas na Marinha,e na Revista da Armada n.º 412 de Setembro-Outubro de 2007,que poderá aceder a partir do nosso blogue na lista de links da marinha, o antigo arrastão "Elite" é nomeado como Caça Minas "Augusto Castilho"
Poderá ser um erro de função do navio,mas nós não podemos alterar a história.Amigo Morazzo,seja sempre benvindo ao nosso blogue.Obrigado pelo seu comentário.
Saudações Marinheiras da nossa equipa.

Luis Filipe Morazzo disse...

Caro Sr. Moleiro

Fiquei satisfeito em saber que o espírito que guia a vossa equipa neste belíssimo blogue, é o da partilha, quanto a mim, a atitude mais correcta a ter em plataformas com estas características.
Quando diz ter conhecido o caça-minas “St. Maria”, tem toda a razão, pois existiu na armada a classe de caça-minas “Faial” a qual era composta inicialmente por quatro unidades, respectivamente: “Faial”, “S. Miguel”, “St. Maria” e “Terceira”, foram navios construídos em Inglaterra no período da 2ª guerra mundial, entre 1940 e 1942, com a finalidade para a luta de minas. Neste propósito, tinham além de duas calhas lança-minas, um lança arames para rocegas, além do armamento clássico de artilharia, composto por 1 peça de 76mm, e 3 de 20mm. Estes navios com um deslocamento da ordem das 780 ton, com um comprimento Ff de 46m, e uma boca máxima da ordem de 8,75m vieram para Portugal em fins de 1942, a título de empréstimo, com a missão de patrulharem as águas dos Açores, bem como a barra do Tejo. Em fins de 1944, foram adquiridos pelo Governo Português e encorporados definitivamente no efectivo da Armada Nacional. Sei também que os últimos a serem abatidos ao efectivo da Armada, foram respectivamente o “Faial” e por fim o “Santa Maria”, ambos na segunda metade da década de sessenta, e este após ter sido vítima de um encalhe na costa de Peniche.
Em relação ao tipo de navio que era o “Augusto Castilho”, eu próprio já vi no Museu da Marinha em Lisboa, a mesma classificação errada de caça minas, acredito que tem sido um erro tipo “bola de neve”, não sendo grave, importa rectificar. Nesse sentido, o Sr. comandante José Ferreira dos Santos veio dar uma preciosa ajuda, quando no último livro que acabou de escrever, “Os navios Portugueses durante a 1ª Guerra Mundial”, editado há cerca de um mês, ao falar sobre os onze arrastões que foram encorporados para serviço na Armada, durante esse conflito, esclarece com muita clareza este pormenor Resta-me convidá-los a ler este interessante livro e desejar os meus sinceros parabéns por este belo trabalho que é o vosso magnifico blogue.

Saudações marinheiras

Luis Filipe Morazzo