segunda-feira, 23 de março de 2009

AS PATRULHAS NO MAR DE ANGOLA

Quando iniciàmos a nossa comissão, as nossas familias pouco ou nada sabiam sobre as missões que nos seriam normalmente atribuídas, nem sequer estavam familiarizadas com os termos utilizadas na linguagem militar naval, nem tão pouco conheciam o conteúdo dessas mesmas missões.
Como era normal, trocava-se correspondência com a Familia:Pais, Mulheres, Namoradas, Amigas etc.
Numa dessas cartas houve um camarada, que contou á sua correspondente (não interessa quem)
que a vida corria bem, Luanda era uma cidade bonita, blá , blá, blá blá....., e que não estranhasse não receber correspondência no próximos 15 dias , porque o navio ia em patrulha para o norte.
Quando regressámos a Luanda, havia muito correio à nossa espera e como era normal cada um foi para seu canto ler as cartinhas da Familia.
Passado pouco tempo,o tal camarada entrou na Câmara de Oficiais a rir à gargalhada porque a sua correspondente, face ao facto de ele ter dito que ia em patrulha, aterrorizou-se e recomendou-lhe, escrevendo:
- Tem cuidado, não ponhas a cabeça de fora.
Isto foi verdade.
Que saudades disto tudo, e principalmente de todos vós.

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